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quarta-feira, 24 de junho de 2009

“Meu nome agora é Zé Pequeno, p...”

Uma “mini quadrilha” é apreendida na zona sul de São Paulo com carro furtado. O “chefão” tem na verdade 12 anos e 1 metro e 20 de altura



Por acaso vocês lembram daquele garoto de 12 anos que já tem 11 passagens pela polícia? Especialista em furtar carros? Pois é, seus dias de glória terminaram. Agora ele tem um adversário “à altura”.

O novo menino prodígio gosta de ser chamado de Zé Pequeno (em referência ao personagem do filme Cidade de Deus, que comete crimes desde a infância). Ele é franzino, tem 12 anos e já é chefe de uma quadrilha de adolescentes.

Ele mostrou suas habilidades ontem à noite no Jardim Aeroporto, na zona sul da capital...

Na tarde desta terça-feira (24) o menino foi à concessionária Rumo Norte, localizada na esquina da Rua Viaza com a Avenida Washington Luiz, e ficou impressionado com os carros que ali estavam: Astra, Corsa, Meriva, Montana, Prisma e muitos outros. Mas o que fez os olhos do menor brilhar foi um Celta, que retribuiu o brilho, pois acabara de ser polido.

Mesmo sabendo que ainda faltam seis anos para tirar a carteira, ele não se intimidou. Entrou de cabeça erguida na loja, notou que virou foco de todos os olhares, e sem perder tempo abriu a porta do Celta, entrou e sentou.

O segurança logo veio e...”Pô garoto, sai daí meu...Vaza! vaza”! Essa frase, tão pequena quanto o jovem, cresceu no seu interior, mas como forma de ódio. Já em direção a saída da concessionária, o menino ameaçou: “Eu vou voltar e é para roubar o carro”. O segurança deu de ombros e esqueceu aquela história.

Quem não havia esquecido aquela história era o menino, que agora virou “Zé Pequeno”. Confiante, ele recrutou mais três jovens, de 13, 14 e 15 anos. À noite, o plano seria concretizado. E foi isso que aconteceu.

Na calada da noite, os pestinhas aproveitaram que os vigias estavam distraídos, pularam o muro - de aproximadamente 1 metro e 50 - e foram em busca do carro. Naquele momento, o veículo que estava dando sopa era um Astra quatro portas preto com a chave no contato.

Zé Pequeno assumiu o volante, colocou o banco mais na frente possível e acelerou, arrombando assim o portão de aço da concessionária. Daí em diante foram duas horas de curtição com o novo carro.

O soldado Jerrival Almeida Souza, da 1º Cia. do 12º BPM/M, voltava para casa de mais um dia corrido no trabalho quando avistou um veículo preto parado na Rua Lacedemônia. “Tinha dado uma pane no veículo e eu notei que um menor desceu assustado e ficou olhando para o carro. Como eu sabia que um pouco mais cedo tinha sido furtado um Astra de uma concessionária, isso me chamou a atenção. O que mais me chamou a atenção foi o tamanhinho do que estava dirigindo”, disse.

Quando o soldado se aproximou, Zé Pequeno fez o carro funcionar e saiu em disparada pela contramão. Durantes os três minutos de perseguição Zé Pequeno foi grande, valente e não tirou o pé do acelerador. Mas já dizia meus pais quando eu era menor: “O errado sempre perde”. E foi isso que aconteceu.

Na esquina com a Avenida Santa Catarina o policial, que agora fazia hora extra, abordou a mini quadrilha e fez a apreensão.

E esse é o fim da primeira história de Zé Pequeno e sua gangue.

Opa... a história não termina aqui não. Zé Pequeno e os comparsas foram encaminhados à delegacia da Vila Mariana (36ºDP), onde o delegado espera que os responsáveis se apresentem e retirem os jovens infratores do distrito policial. O plantonista lavrou apenas um ato infracional.

Infelizmente, logo teremos mais aventuras de Zé Pequeno e sua gangue. Coming Soon.

sábado, 23 de maio de 2009

190

Homem salva vítima de sequestro na zona sul de S. Paulo

Como uma simples ligação para o Centro de Operações Policial Militar pode salvar uma vida. Leia a matéria no Globo.

Ouça o diálogo entre o COPOM e o “anjo da guarda”.



O trajeto feito pelo homem foi de 6,3 Km pelas principais avenidas da zona sul de São Paulo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

“Bandido” morre em troca de tiros com a Rota

Policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar conseguem matar um “criminoso” que resistiu à prisão. Na troca de tiros, o desconhecido foi baleado quatro vezes.



Bem, vocês já devem ter lido o livro Rota 66 do jornalista Caco Barcellos. A publicação descreve a morte de jovens da classe média alta paulistana durante uma perseguição policial pelas ruas do Jardim Paulista, na zona sul de São Paulo. Os garotos são mortos covardemente por policiais que fazem patrulhamento com Veraneios cinza. Quando os motores desses carros roncavam, todos temiam.

Na noite de ontem (02/03), mais especificamente às 20h10, dois homens andavam pelas ruas escuras e arborizadas do Parque do Morumbi, bairro nobre da zona sul. Uma noite quente, com temperatura na casa dos 25 graus. Um deles estava com uma mochila preta. Quando passam na Rua Catarina Retimberg Gottisfritz cruzam com uma Blazer cinza com as luzes apagadas e com a sigla Rota na lataria. “Ei, para aí”. Parar que nada. Segundo informações da polícia, já que não havia testemunha na rua naquele horário (?), o homem que estava com a mochila virou e começou a disparar contra os policiais, antes mesmo deles saírem da viatura. Os quatro agentes da Rota revidaram e conseguiram acertar quatro tiros no suspeito, sendo dois deles no abdome.

Nenhum policial ferido. O outro suspeito conseguiu fugir. Provavelmente sem ferimentos, porque não deu entrada em nenhum hospital da região até as 13h14, horário que escrevo este texto.

O suspeito, ferido, foi levado para o Pronto Socorro Campo Limpo. A viatura 91... chegou ao hospital 19 minutos depois dos fatos, às 20h29, segundo registro médico. No boletim de ocorrência há a afirmação que o homem deu entrada com vida na emergência e nem cita que o indigente morreu, mas o boletim médico informa claramente que o homem já estava morto quando chegou ao PS Campo Limpo.

Para pegar essas poucas informações foi uma grande dificuldade: base da Rota na Favela do Paraisópolis, 89º DP Portal do Morumbi - delegado com uma educação questionável, mas depois maleável – Copom, novamente base da Rota na Favela do Paraisópolis, Hospital Campo Limpo.

Apreensões: não sei como, mas o material apreendido aumentou de tal forma com o passar das horas que fiquei admirado, mesmo tendo tão pouco tempo de rua. Começou com duas pistolas calibre 380 e um “pouquinho” de maconha – isso às 4h00. Já às 5h00 os dados mudaram; agora a polícia tinha levado para o 89º DP Portal do Morumbi um carregador de pistola, uma pistola calibre 380 e 1.288 quilos de maconha. Tudo errado! Às 13h00: mochila, carteira, 27 trouxinhas de maconha, três tijolos de maconha, uma pistolas calibre 380, três revólveres calibre 38.

Vale lembrar que a ocorrência foi às 20h10 de ontem e o BO fechado no início da madrugada. Como o comando da Rota (que apresentou a ocorrência), o Copom (que registra o BO PM) e a delegacia (que fecha o boletim) não entraram em comum acordo sobre o que foi realmente apreendido? Como um corpo dá entrada no hospital e nem entra no BO? Xiii, tem caroço nesse angu?

No Rota 66 houve uma enorme mobilização da imprensa para descobrir quem realmente foram às vítimas da história... Todos os setores da sociedade chocados com o caso... Mas agora... alguém se prontifica para saber se a história do BO é verdadeira?

Caso for totalmente verdade, meus parabéns para a Rota por tirar mais um bandido da rua. Caso contrário...